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OPINIÃO
Problema é comum no Brasil, mas não há estrutura para reabilitação
No
Brasil, as rinhas de cães são bem mais comuns do que
possamos imaginar, e não é raro jornais e telejornais
denunciarem as tragédias protagonizadas por animais, que na
maioria das vezes, são treinados para este crime que alguns
psicopatas chamam de "esporte".
Muitas vítimas
humanas já foram feitas, e quanto aos cães envolvidos o
seu final é sempre trágico: ou é abatido
cruelmente no ato ou vai para um "local" onde o seu destino se torna
totalmente desconhecido. Tratamento físico ou psicológico
para os cães são desconhecidos ou inexistentes, e a
recuperação do animal é improvável.
Não temos colocação para a totalidade de
animais dóceis abandonados em nossas ruas e nem
condições financeiras para contratar técnicos em
comportamento animal para avaliações de animais
agressivos. Nem mesmo a assistência psicológica a uma
pessoa agredida e mutilada por estes cães é assegurada em
nosso sistema de saúde.
A
prevenção seria simples e radical: existência lei
obrigando a esterilização massiva destes animais
acompanhada de identificação por microchip. Com a
possibilidade de responsabilizar os proprietários muitos agravos
seriam evitados, e com a esterilização massiva não
teríamos uma futura geração de cães para
ser submetida à violência e doença mental dos seres
humanos que praticam este tipo de crime.
Os defensores da
"raça" argumentarão: nem todos os cães são
violentos ou não é justo alguns pagarem pelos
irresponsáveis. Questionamos: até quando teremos vitimas
humanas e animais para sustentar a "vaidade" ou o "amor a determinada
raça. Não estamos pregando pena de morte, estamos apenas
pedindo o fim de um martírio e estigma impingido a estes
animais.
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