|
|
ABRIGOS, NÃO!
Degradação vai continuar na chácara da Soama, em Caxias do Sul
11/06/2010 - A Justiça
determinou que a prefeitura faça melhorias urgentes na
chácara da Soama, porém, é provável que a
degradação continue por tempo indefinido. No final de
maio, a partir de uma ação do Ministério
Público, a juíza Maria Aline Bruttomesso estipulou o
pagamento de indenização e a recuperação
ambiental da área. A procuradoria-geral do município
anunciou que recorrerá da decisão.
Como a prefeitura só é obrigada a cumprir a
sentença após o processo ter transitado em julgado (com
todos os recursos esgotados), os danos ambientais e as péssimas
condições de convivência dos 1,8 mil cães e
gatos não serão contornados a curto prazo. Ou seja,
só a sentença final poderia ajudar a acabar com a
degradação no terreno.
O procurador-geral, Lauri Romário Silva, diz que a
decisão atrapalha os estudos que a prefeitura vinha realizando
para solucionar o problema, porque contém
determinações específicas. Por esse motivo, o
município é obrigado a fazer as obras como consta no
relatório final da juíza. Se a prefeitura fizer alguma
melhoria por conta própria e que não atenda à
determinação, corre o risco de ter que refazê-la.
- Não há como continuar com os estudos até esse
processo ser solucionado. Inclusive, não sabemos se vale a pena
manter a chácara naquela área - diz Lauri.
A diretora de marketing da Soama, Natasha Valenti, concorda que a
chácara não está mais em um ponto adequado. Hoje,
além de enfrentar superlotação, a chácara
não tem mais para onde se expandir. O solo está
contaminado pelas fezes e urinas dos animais. Apenas 40% dos
cães e gatos estão soltos em canis. O restante vive preso
a correntes em um espaço de um metro quadrado.
- A situação é tão triste que quem poderia
adotar animais não se sente à vontade para ir lá e
ajudar - relata.
Veja em vídeo como está a chácara
| OS PROBLEMAS |
:: Saneamento: a chácara não tem rede de esgoto. A
água usada na limpeza dos canis é dispensada em um
sumidouro por um sistema de escoamento improvisado. Frequentemente,
esse sistema entope, transbordando o líquido contaminado. As
fezes são recolhidas pelos funcionários e depositadas em
um contêiner.
:: Veterinária: a chácara conta com apenas uma
profissional, que trabalha três vezes por semana em
horário integral e outros três dias em meio
período. A veterinária não consegue examinar todos
os cães e gatos em tempo hábil, o que torna mais lento e
complicado o tratamento de enfermidades.
:: Falta de espaço: além da falta de espaço para
abrigar todos os cães e gatos, a chácara não tem
salas para filhotes. Por esse motivo, os filhotes moram em gaiolas.
Atualmente, 40% dos cães vivem amontoados em canis. O restante
vive preso a uma corrente.
:: barulho e forte odor - Vizinhos reclamam do mau cheiro. Isso ocorre
pela falta de saneamento e pela grande quantidade de animais. Os
latidos constantes perturbam a tranquilidade de moradias próximas
à chácara.
|
Fonte: Jornal Pioneiro - Grupo RBS
|
| |
|
|
|