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AQUECIMENTO GLOBAL
Países ricos seguem reticentes à redução de emissões de carbono
11/08/2009
- A terceira rodada de negociações climáticas de
Bonn, na Alemanha, começou nesta segunda-feira para mais uma vez
tentar preparar o terreno para Copenhague. Apesar das contínuas
e crescentes pressões por metas fortes o suficiente para manter
as temperaturas com um aumento máximo de 2° C, o quadro
está cada vez mais pessimista com relação ao
fechamento de um acordo pós-Quioto já em dezembro.
Os países ricos seguem tímidos nas metas e cheios de
condicionantes com relação à postura das
nações em desenvolvimento. Estas, por sua vez,
também continuam reticentes sobre a temível palavra
"meta". México e Coréia do Sul surpreenderam na
última semana ao anunciarem que irão assumir metas de
redução de gases do efeito estufa. Já a
Índia se mantém firme negando qualquer compromisso de
diminuir as emissões, enquanto a China segue sendo assediada
pelos EUA com propost as de cooperações bilaterais para
aceitar cortes de CO2.
O Brasil, parece ter acordado para a potencialidade que tem para passar
de vilão para moçinho do clima, mudando sua
posição, até então bastante intransigente,
de insistir no princípio da "responsabilidade comum,
porém diversificada" para não ter metas internacionais.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo deste domingo, os negociadores
brasileiros aceitaram falar em metas para 2020, com números
calculados com base na meta interna de redução de
desmatamento, que está no Plano Nacional de Mudança
Climática.