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VEGETARIANISMO
Vazamento de petróleo no Golfo do México: um convite à reflexão
POR CÉLIO PEZZA
2/06/2010
- No último dia 20 de Abril, na costa do estado norte americano
de Lousiana, a torre de perfuração de petróleo
Deepwater Horizon operada pela multinacional britânica British
Petroleum (BP), explodiu e pegou fogo.
No incidente morreram 11 funcionários da empresa e 17
estão gravemente feridos. Dois dias depois, a plataforma afundou
e se transformou em um dos maiores acidentes ecológicos do
planeta. A instalação está quebrada e até
hoje já se passou mais de um mês que o poço
encontra-se aberto a uma profundidade de 1,5 km, despejando diariamente
perto de 5.000 barris ou 800 mil litros de petróleo no mar.
Evidente que uma instalação deste porte tem uma
série de dispositivos de segurança, mas todos falharam e
a desgraça está feita. Apesar de todos os esforços
para deter o vazamento, ele continua desafiando toda a tecnologia da
indústria petrolífera.
Um dos representantes da BP falou que em tese, é tudo bem
simples e bastaria fechar uma válvula de segurança e o
vazamento seria detido. O único problema é que esta
válvula está a 1,5 km de profundidade e não
conseguem fechá-la. O acionamento automático falhou e
manualmente é complicado devido à profundidade.
Até agora não foi explicado o motivo do acidente, mas o
governador do Texas, Mr. Rick Perry, disse que o desastre pode ter sido
um "ato de Deus", e que isto quer dizer que "ninguém sabe o que
aconteceu".
A tragédia está tomando uma proporção
tão apocalíptica, que até uma estatal
petrolífera iraniana já ofereceu ajuda e
assistência para deter o vazamento, que irá atingir os
Estados Unidos, o maior inimigo da República Islâmica.
Vejam a ironia da situação: O Irã, que está
sofrendo sanções dos EUA por seu polêmico programa
nuclear, oferecendo ajuda para evitar uma desgraça maior ao
próprio EUA. Na verdade, eles sabem que este desastre
terá consequências mundiais e não está
restrito ao Golfo do México ou a costa americana.
Os ambientalistas também estão preocupados com o fato de
estarem despejando milhões de litros de solventes no mar, numa
tentativa de diluir o petróleo. É uma espécie de
sabão que quebra o petróleo em partículas menores
e favorece a sua dispersão ou a sua ingestão por
bactérias. O problema é que estes diluentes são
tóxicos para muitas espécies da vida marinha e podem vir
a entrar de uma maneira desastrosa na cadeia alimentar e terminar
causando problemas ao próprio homem no futuro.
De acordo com todas as notícias, o maior complicador do problema
é o fato deste vazamento estar a uma profundidade de 1,5 km, o
que dificulta todas as operações normais, até o
simples fechamento de uma válvula. Isto nos faz pensar nas
dificuldades e principalmente nos perigos de se operar
extração de petróleo em poços profundos e
nos leva naturalmente à nossa exploração do
Pré-sal nas costas brasileiras, onde as jazidas de
petróleo estão em profundidades entre 5 a 7 km. Se
não estamos conseguindo deter um desastre a 1,5 km de
profundidade, podem imaginar algo semelhante acontecer em locais quatro
vezes mais profundos?
Espero que todos os responsáveis conheçam a fábula
do aprendiz de feiticeiro e que não liberem forças das
quais não tenham o domínio completo. Caso
contrário, na primeira emergência, vamos pagar muito caro
por esta falta de controle da situação.
Fonte: Revista Envolverde
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Célio
Pezza é escritor, mas tem sua formação em
Química e Administração de Empresas. Casado e pai
de dois filhos, nasceu em Araraquara, SP, mas em 2007 se mudou para
Veranópolis, na serra gaúcha. Em 1999 publicou em
São Paulo, pela Editora DPL, seu primeiro livro chamado A Nova
Terra, romance que leva o leitor a refletir sobre a vida e rever alguns
valores na busca de um mundo melhor.
Em 2000 publicou sua
2º obra intitulada O Conselho dos Doze (Editora DPL), onde aborda
os perigos de certas tecnologias sem um devido desenvolvimento de
consciência.
Sempre seguindo a mesma
linha de levar o leitor a refletir, rever valores e questionar o
processo tecnológico desassociado do crescimento moral e
ético, publicou em inglês em 2006 nos EUA e Canadá
pela Trafford Publishing seu livro The Seven Doors, composto de sete
contos sobre temas polêmicos. Este livro foi publicado em
português em 2008 pela Editora Age, de Porto Alegre, com o nome
As Sete Portas.
Continuando sua
trajetória lançou no final de 2008 pela Editora Age o
romance Ariane _ Uma história de amor e magia, onde mostra toda
a força do amor e da amizade, superando até mesmo a
distância entre dois mundos distantes.
Seu novo livro, A
Palavra Perdida, foi publicado pela Editora do Maneco, de Caxias do
Sul, neste final de 2009 e está sendo lançado no Rio
Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Esta obra está
em fase de tradução para o espanhol e será
lançado na Espanha e Argentina.
http://cpezza.com/wordpress
www.cpezza.com
books@cpezza.com
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