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Mundial de Proteção Animal (WSPA)
ALIMENTAÇÃO
Restos de
fast-food estão prejudicando o reino animal
9/06/2009 - Eles são
jovens, comem porcaria e
estão sofrendo as
consequências da
alimentação rica em
gordura e carboidratos.
Com a falta de
nutrientes, eles crescem
menos. São os corvos que
vivem nos ricos
subúrbios americanos,
revela um estudo que
mostrou o impacto do
fast-food no reino
animal. Como alguns
seres humanos, os pais
corvos vêm optando por
alimentar seus filhotes
com comidas menos
nutritivas porém mais
fáceis de se obter.
Para corvos e outras
aves, os ambientes
urbanos – e sobretudo
suburbanos – oferecem
fontes de alimento
abundantes e de fácil
acesso. Lixeiras, lojas,
supermercados e casas
são locais fáceis de
obter comida. Mas as
batatas fritas e os
donuts têm efeitos
graves sobre o
desenvolvimento dos
jovens corvos.
Liderados por Rebecca
Heiss, um grupo de
pesquisadores da
Binghamton University,
de Nova York, descobriu
que não só os filhotes
suburbanos eram menores
que seus parentes
rurais, como seus níveis
de proteína no sangue
eram também mais baixos.
Os resultados sugerem
que, embora sua dieta
seja aparentemente
adequada em termos de
contagem de calorias,
ela é muito pobre em
nutrientes necessários
para que os filhotes
alcancem o seu tamanho
potencial.
“Eles não parecem
malnutridos, apenas
menores” – explicou
Heiss, em entrevista à
New Scientist, que,
junto com a sua equipe,
passou meses observando
cerca de 40
ninhos. “Trata-se de uma
população muito bem
observada, conhecemos
esses corvos do ovo à
morte.”
Quando os filhotes
estavam com 23 a 31 dias
de vida, Heiss e seu
grupo foram até os
ninhos para vê-los mais
de perto. Eles retiraram
sangue dos corvos, os
pesaram e mediram. Os
testes revelaram níveis
baixos de proteína e
cálcio no sangue dos
filhotes suburbanos.
Em um ambiente natural,
a dieta dos corvos é
composta de insetos,
sementes e,
ocasionalmente, pequenos
animais - muito mais
difíceis de serem
obtidos do que restos de
comida humana num
ambiente urbano.
“Se alguém joga lixo
fora, os corvos vão
atrás desse lixo, em vez
de tentar pegar um
filhote de coelho”,
explica o coautor do
estudo, Kevin McGowan.