7/05/2009 -
Um ato
de
crueldade
contra
um cão
deixou
revoltados
os
vizinhos
de uma
residência
no
Bairro
Santo
Inácio.
O
animal,
da raça
boxer,
foi
morto a
facadas
depois
de
entrar
em briga
com o
cachorro
do
agressor.
O caso
ocorreu
na Rua
Carlos
Maurício
Werlang,
no
Bairro
Santo
Inácio,
em Santa
Cruz do
Sul
(RS).
Por
volta
das
16h10, o
cão
Bandido,
que
pertence
ao
industriário
Ericson
Schuster,
25 anos,
estava
em um
pátio
próximo
quando
iniciou
uma
troca de
latidos
e
tentativas
de
mordida
contra o
dálmata
de
Gustavo
Schünke,
31.
Schünke,
que mora
ao lado
da casa
de
Schuster,
saiu da
residência
enfurecido
e sacou
uma
adaga.
Sem
hesitar,
desferiu
cerca de
sete
golpes
contra o
boxer,
que
morreu
em
seguida.
O dono
de
Bandido
pediu
para que
o
agressor
parasse
e chegou
a
segurá-lo
pelo
braço,
mas não
conseguiu
evitar
as
facadas.
No
ímpeto
de matar
o
cachorro,
Schünke
ainda
atingiu
a mão
direita
de
Schuster
com a
faca.
Logo
depois
se
trancou
em casa.
Ericson
e a
companheira
Raquel
Neumann
Tressino
ainda
tentaram
socorrer
o animal
ferido,
coberto
de
ferimentos,
mas não
havia
tempo
suficiente
para
levá-lo
ao
veterinário.
A
Brigada
Militar
foi
chamada
e
encaminhou
os
envolvidos
à
Delegacia
de
Polícia
de
Pronto
Atendimento,
onde os
próprios
policiais
ficaram
chocados
diante
da
atitude
de
Gustavo
Schünke.
Em
depoimento,
o
agressor
disse
ter
pensado
que o
cão
fosse
investir
contra
ele e
também
procurou
defender
seu
dálmata.
Para os
donos do
boxer,
no
entanto,
nada
justifica
a
crueldade
cometida.
O cão de
quatro
anos,
pelagem
branca
com
caramelo
e uma
mancha
preta no
olho
direito,
era
tratado
como
filho
pelo
casal de
namorados.
Eles até
agora
não
entendem
os
motivos
que
levaram
à
brutalidade.
Raquel e
Ericson
são
inquilinos
do pai
de
Gustavo
e dizem
que
nunca
tiveram
qualquer
desentendimento.
“O
cachorro
nunca
deu
problema.
Pra
qualquer
um que
chegasse
lá em
casa ele
pedia
colo. Já
passamos
por
quatro
moradias
diferentes
e os
vizinhos
sempre o
adoravam”,
contou a
moça,
enquanto
tentava
conter
as
lágrimas.
Medo
Bandido
era
preso
dentro
da
residência
quando
os
proprietários
saíam.
No resto
do
tempo,
ficava
solto.
“Os
cachorros
nunca
iriam se
matar. O
dálmata
era bem
maior. É
uma
situação
cruel.
Fiquei
em
pânico,
grudada
no cão
cheio de
sangue”.
Como
mora
lado a
lado, o
casal
agora
teme que
o
vizinho
possa
apresentar
outras
atitudes
violentas.
“Estamos
assustados.
Assim
como
furou a
mão do
meu
noivo
com a
faca,
poderia
ter
acertado
outra
parte do
corpo.
Tenho
até medo
de
voltar
para
casa”,
afirma
Raquel.
Schünke
é
cuidador
de
idosos.
Deve
responder
pelo
crime de
crueldade
contra
animais
e ainda
pode ser
enquadrado
por
lesão
corporal
culposo,
por ter
acertado
a mão de
Ericson
com a
faca. O
rapaz
será
submetido
a exame
de corpo
de
delito
hoje.
Ele e a
companheira
também
pretendem
processá-lo
por
danos
morais,
visto a
forte
ligação
afetiva
que
tinham
com
Bandido.