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VIVISSECÇÃO
Governo
italiano apóia fim da matança
fonte:
www.icare-worldwide.org/education
10/05/2009
- Para
adequar-se à legislação que proíbe o uso de
animais no ensino quando existirem métodos
substitutivos, as instituições de ensino
superior da Itália, como a Universidade de
Roma (foto), deram um salto à frente.
Os professores podem escolher dentre uma
lista de métodos alternativos os que
preferiam. Um fundo especial do governo
forneceu os materiais. Em
conseqüência, 112 cursos universitários
italianos (78% do total) já não usam animais
para o ensino. São 28 universidades que
aboliram completamente o uso de animais no
ensino: Benevento, Bologna, Brescia,
Camerino, Catania, Catanzaro,Chieti,
Ferrara, Foggia, L’Aquila, Lecce, Milano,
Modena,Reggio Emilia, Napoli II, Cattolica
di Roma, Campus Biomédico di Roma, Palermo,
Parma, Piemonte Orientale, Teramo, Terni,
Torino, Trieste, Udine, Urbino, Varese,
Verona, Viterbo. A elevada proporção
de instituições de ensino superior que, num
país desenvolvido como a Itália, estão
trocando para métodos de ensino sem animais,
é uma indicação comprovada de que não é mais
possível alegar a necessidade pedagógica do
uso de animais na educação.
A legislação italiana
Na Itália, o uso de animais em experimentos
é regulamentado pelo decreto legislativo nº
116, de 27-01-1992, que incorpora a diretiva
EEC n] 86/609/CEE e determina:
“Os
experimentos do artigo 3º - para fins
didáticos – só podem ser realizados quando,
para obterem resultados, não seja possível
usar outros científicamente válidos,
razoável e praticamente aplicáveis, que não
envolvam o uso de animais.
Como
conseqüência do artigo 3º, parágrafo 1º, o
Ministro da Saúde autoriza a experimentação
para fins didáticos no caso de necessidade
que não admita exceções e quando não seja
possível utilizar outros métodos práticos.”
A outra lei
italiana que regulamenta o uso de animais no
ensino é a de nº 413, de 12-10-1993 –
“Regras para a Objeção de Consciência na
Experimentação Animal”, que declara:
“Os
conselhos universitários competentes devem
tornar a experimentação animal opcional e
devem adotar métodos de ensino que não
envolvam o uso de animais e que permitam aos
alunos a aprovação nos exames”
A lei nº
413 obriga as universidades a proporcionar
aos estudantes métodos de ensino que não
envolvam o uso de animais. Quando os métodos
alternativos existirem, o uso de animais não
deve ser permitido, de acordo com o decreto
nº 116.
Portanto,
há duas situações possíveis na Itália:
1. A
universidade utiliza animais no ensino e não
permite aos que têm objeção de consciência
realizarem práticas alternativas. Nesse caso,
a universidade descumpre a Lei 413/93.
2. A
universidade utilize tanto animais como
métodos alternativos, possibilitando aos que
têm objeção de consciência serem aprovados e
se formarem sem a prática de experimentos em
animais. Neste caso, a universidade
descumpre o Decreto Legislativo 116/92, já
que, se existem métodos alternativos
cientificamente válidos, o uso de animais
não é permitido.
A única
maneira de as universidades italianas
cumprirem essas duas leis é, portanto, terem
um único tipo de práticas de laboratório,
com o uso de métodos alternativos, para
todos os estudantes.
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O que
foi feito
Os professores das faculdades italianas da área biomédica
receberam uma lista de métodos alternativos dentro os quais
poderiam escolher livremente o material que desejassem
receber, e foi criado um fundo, “Educação sem Animais”, para
fornecer os métodos escolhidos, fundo mantido por entidades
de direitos dos animais e pelas prefeituras italianas.
Como resultado, 103 faculdades
italianas (de Medicina, Biologia, Farmácia e Medicina
Veterinária) decidiram acabar com o uso de animais para
todos os fins didáticos.
As declarações de algumas delas são particularmente
interessantes:
Universidade de
Veterinária de Pisa: “É possível realizar o ensino
usando métodos práticos que não envolvam a produção de
condições patológicas em animais e/ou a morte de animais
saudáveis”
Universidade de Farmácia
de Pávia: “´É possível e se comprovou com sucesso que as
práticas didáticas tradicionais com animais podem ser
substituídas por métodos que não envolvam o uso de animais
vivos ou sua morte”.
Universidade de Ciências
de Modena: “É possível substituir o uso de práticas
educacionais com animais por outras que não envolvam o uso
de animais vivos ou mortos, e que são também economicamente
mais baratas”
Universidade de
Veterinária de Parma: “Está demonstrada a validade dos
métodos alternativos”.
Universidade de
Veterinária de Messina: “Os métodos alternativos são
válidos e úteis tanto para fins culturais como
profissionais”.
Universidade de
Veterinária de Milão: “Vídeos e CD-Roms são alternativas
válidas ao material biológico procedente de animais vivos”.
Universidade de
Veterinária de Pádua: “As metodologias alternativas são
modernas, de bom nível científico e adequadas às
necessidades européias”.
Universidade de
Veterinária de Teramo: “Os métodos alternativos são sem
dúvida eficientes para a educação.
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